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Digo eu

Digo eu

Fachada

 

 

 

 

 

Dirias que sou previsível e pode até ser verdade, quando de mim esperas que te ampare. Nunca deixarei de o fazer, escolhas tu o que escolheres nas mais variadas etapas. As que já foram, as que ainda são e as que estarão para vir. Se Deus quiser hei-de de te ver dar flor para que eu possa cuidar como cuidei de ti, ou quem sabe melhor. 

A tua visão de mim foi mudando em cada fase e lá no fundo o que sabes é o que transpareço ser. Dirias que sou previsível, forte e brincalhona, mas dentro do meu corpo também há certas fraquezas que escolho não mostrar. E quando o pano cai numa altura inesperada, na mais imprevisível das situações, pensas na minha atitude como a mais inadequada. 

Eu me transformo entre os mais excêntricos interesses e deleites, com algum sentido ou sentido algum, entre breves e prolongadas sensações, leves e consideráveis, sem que haja uma explicação que te pareça sensata.  

Sinto tudo demais e às vezes fico assustada por essa intensidade e mais ainda pela  variação das minhas reacções que se prendem com o estado de espírito do momento. Tanto me dá para querer abraçar quem mais gosto, como fazer-las sumir num estalar de dedos. Procuro soluções para os problemas alheios e mantenho-me apática perante os que são meus. Confio e desconfio ao mesmo tempo, viajo entre os extremos e mostro por fora o que não sinto por dentro. Gostaria de ser mais explícita mas nem sei como me descrever. 

Prevejo eu agora que saibas que amo e odeio ao mesmo tempo, que me irrita ter que explicar quando a raiva domina ou conceituar a tristeza que só a faz crescer. 

Previsíveis são os rótulos que nos dão, quando no fundo não dizem nada sobre nós. São fachadas que escondem a verdadeira identidade.

 

 

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