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Digo eu

Digo eu

A vida é bela (dramas à parte)

 

 

 

 

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Quando a vida nos diz que é preciso abrir mão de certas regalias que, ao fim e ao cabo acabam por ser substituídas por outras, ainda que de valor inferior (resta saber de que valores estamos a falar), não é caso para fazer dramas. Já bastam os dramas reais, aqueles que trazem uma angustia inconsolável, como tantos que nos passam todos os dias diante dos olhos, ou outros mais próximos que nos tocam directamente e contra os quais nada podemos fazer, senão pedir forças para os aguentar. 

Dramas que não são caso de vida ou de morte, que não arrastam ninguém na lama, que não separam famílias ou não põem alguém dum dia para o outro a viver debaixo da ponte, não são dramas mas sim pequenas ou médias contrariedades. 

Um contra-tempo pode tornar-se num drama pela ideia que formatamos, convertendo-se  numa tragédia aos olhos do nosso carácter. 

Dramas são doenças sem cura, mortes prematuras, povos famintos, guerras sem fim, crianças abandonadas, gente maltratada. Dramas são todas as situações aflitivas e incontornáveis para as quais não há sequer uma pequena luz ao fundo do túnel, uma réstia de esperança. 

Há quem faça da vida uma tragédia pegada, de tudo o que acontece um drama sem fim, como o simples facto de não ter dinheiro suficiente para trocar de carro, ou de telemóvel ou do raio que o parta. Bolas, acordem! Aproveitem o que têm porque a vida é bela.