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Digo eu

Digo eu

Inquietação

 

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Acomodares-te nunca foi o teu forte. Sempre te vi como uma das  pessoas mais inquietas que conheço. Impaciente e com pressa que tudo aconteça, tens na ponta da língua e dentro do coração o verbo ir, saindo-te pela boca e pelos poros a expressão de comando que tão bem te retrata - "VÁ". Divides-te entre a segurança nalguns dos teus discursos e a fragilidade, sobretudo no que achas que os outros sentem por ti.

Procuras definições que deixas em aberto, para que a inquietação e a curiosidade, que te movem para as coisas vivas, nunca se esgotem. Seria um tédio se se esgotassem as opções dos estilos de vida que queres para ti. 

Sabes que parar é morrer e por isso não paras jamais. Na tua cabeça estão várias hipóteses, que colocas e baralhas em cima da mesa, sem saberes em qual delas pegar. Para ti não há um caminho. Há vários. Vários caminhos com trilhos e encruzilhadas, pontes e precipícios que te fazem pensar que a vida é bela mas também é tramada. 

Procuras a calma para a saborear e logo, logo te irritas quando tudo está calmo demais. Precisas de acção mas sufoca-te o tumulto da desordem e quando chega a paz, vem sempre acompanhada da agonia que te provoca.

Não sei se ainda assim tens consciência das tuas grandes qualidades. Coragem é apenas uma delas e quanto à beleza interior é coisa que tens de sobra.