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Digo eu

Digo eu

Mudar de vida

 

 

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Ser obrigada a mudar de vida pode até ser uma treta, mas há tretas bem piores. No meu caso não foi trágico porque eu não fiz da questão um problema de vida ou de morte. Optei assim por ficar em casa a tomar conta dos meus rebentos e até hoje não me arrependo. Na verdade foi uma bênção!
Fiquei sem empregada, sem o meu pocket money e mais uns trocos que ajudavam a pagar as contas lá de casa. So what? Nunca passámos fome. Não passámos de cavalo para burro pelo facto de eu ter deixado de contribuir para as despesas mensais, ou por termos reduzido alguns privilégios que não eram assim tão importantes como jantar fora.
Muito mais importante foi ter escolhido esse caminho. Muito mais gratificante do que poder comprar alguns trapinhos, foi ter visto as minhas filhas crescer, acompanha-las todos os dias, ir para o parque depois da escola.
Vê-las e brincar e brincar com elas, sorrir por causa delas. Estar presente de corpo e alma, ter tempo de sobra para as aproveitar e sentir como a minha presença era fundamental para crescerem saudáveis e sem traumas.
Quando estavam doentes, não tinha que sair a correr do emprego para ir ao médico, dar explicações a um gajo qualquer que nada tinha a ver com o assunto ou pedir comprovativos para justificar a minha ausência. Eu era o meu patrão, geria o meu tempo e era dona do meu nariz.
Ter qualidade de vida não é necessariamente ter mais dinheiro. É poder fazer o que é mais importante para uma mãe: tratar e educar os filhos, dar-lhes atenção e carinho, dedicar-lhes tempo, vê-los crescer, acompanhar todas as fases e estar disponível em todas elas. Tem-se como contrapartida a melhor sensação do mundo: ser feliz e fazer feliz quem mais se ama na vida. O resto já nem importa.

 

 

 

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