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Digo eu

Digo eu

Quero o meu amor de volta, o meu país.

 

 


Está na hora de levantar e de dar corda aos sapatos. Impõe-se enfrentar o boi, aquele que reina por ai e nos ameaça com os cornos, sem um pingo de vergonha ou sequer consciência do estado do povo, que perante a ameaça baixou os braços, geme e reclama entre dentes e apenas vibra e estremece com o futebol. Então e o resto?

Onde é que já se viu? O que é feito da coragem e do orgulho em ser português? Porque deixámos que a nossa língua fosse amputada, deixando-nos na dúvida de como escrever? São factos e não fatos sem "c, que nos deram motivos de sobra para nunca esquecer a nossa história, gente brava e destemida que alargou o país, navegou por todo o mundo, fazendo deste lugar a ponta de lança da expansão europeia e não apenas um pedaço de jardim.

Se conseguimos sair de outras crises ao longo dos séculos, porque não agora? Porque nos deixámos adormecer e viver dentro dum pesadelo, acomodados à tristeza de alternativas inexistentes e que ninguém se dispõe a restabelecer. 

Os governantes não fazem o seu trabalho. O poleiro só serve para encher os bolsos, entre promessas vãs em que já ninguém acredita, enquanto a malta se ensopa em petiscos e cervejolas. Somos assim desgovernados sem nenhum líder capaz de dar esperança ao povo, povo esse que se abandalha em vez de trabalhar para recuperar o país. As greves partidárias afogam cada vez mais quem ainda tenta nadar no meio de correntes fortes e feias, tentando mostrar o quanto vale. 

A gente nova, assim que pode… balda-se. Pudera! Quem lhes dá a recompensa por terem dado o corpo ao manifesto, investindo na aposta dos seus projectos? Quando chove, há apenas popostas de estágios não remunerados, sem qualquer contrato, ou então recibos verdes que lhes levam tudo o que ganham quando chega a hora de pagar impostos. É uma prática instaurada, o triste fado que há para oferecer. 

O acessório tomou o lugar do essencial e não há justiça nesta democracia onde ninguém assume responsabilidades. Uns vivem bem enquanto outros morrem de fome, admitindo, ao encolher os ombros, que é mesmo assim. 
Não há sequer dinheiro para pagar o que se come? Investe-se na porca miséria em vez de investir no país, gerindo sem qualquer espécie de eficiência para reerguer o esplendor da nação, o critério de berço ou raiz.
 
 
 

 

 

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