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Digo eu

Digo eu

Somos bons se o quisermos ser

 

 

 

 

 

 

Deixem-nos gozar durante uns bons tempos esta maravilha do futebol. Deixem-nos andar de cabeça erguida, orgulhosos da nossa selecção. Mas que a malta não se esqueça de se manter unida depois da euforia e das manifestações. 

Que se mantenha o brio em sermos portugueses, o espírito de união, o ânimo de seguirmos a vida de coração cheio e com a mesma pujança que nos fez saltar de alegria, por sermos os melhores da Europa a jogar à bola. 

Há que continuar de cabeça erguida e de mangas arregaçadas, para que ninguém ouse dizer que não valemos a ponta dum corno, que somos apenas um bom local de passagem, onde há muita simpatia e belos petiscos, paisagens do outro mundo, belas praias, festivais de música, noitadas ao luar, preços convidativos e de resto ninguém sabe que mais. 

Há que mostrar ao mundo que somos muito mais do que uma boa equipa de futebol, muito mais do que Campeões do Euro 2016. Que façamos tudo para calar os invejosos, os presunçosos e os convencidos que se julgam mais capazes do que nós. 

Basta olhar para os povos das nossas antigas colónias, para ver a diferença entre o que por lá fizemos, o que lá deixámos e o que fizeram os outros que também colonizaram. 

Não foi só Portugal que vibrou com o Euro 2016, mas ainda todos aqueles por onde deixámos raízes bem sólidas e a sensação que nunca de lá saímos. Tanto que comemoraram a nossa vitória como se fosse a deles, erguendo a bandeira de Portugal.  

Então, isso não significa nada? Significa que somos bons. Muito melhor do que pensam os que se acham superiores e do que muitas vezes julgamos. 

Somos peritos a improvisar, quando à última da hora há que  tapar um buraco, sabemos dar a volta às desgraças fazendo piadas e contando anedotas. Não é por isso que somos bons mas até nisso o somos. 

 

É preciso é não esquecer que podemos ser melhores, desde que haja o mesmo espírito que nos uniu para aplaudir o futebol.